Partilha de Reiki: um círculo aberto a toda a gente
08/09/2026
Reiki
Uma vez por mês, um grupo de pessoas junta-se numa sala, tira os sapatos, e passa umas horas a dar e a receber Reiki umas às outras.
Não há inscrições de última hora nem lugares marcados. Não há quem mande e quem obedeça. Há gente que pratica há anos, gente que fez uma formação há muito tempo e a foi deixando, e gente que nunca fez Reiki na vida e apareceu só por curiosidade - todos na mesma sala, a alternar entre quem recebe e quem dá.
É isso, e é só isso. Chama-se partilha, e a palavra diz tudo o que é preciso saber.
Vamos passar a juntar-nos no último sábado de cada mês.
Aberto mesmo a toda a gente
Vale a pena dizê-lo sem rodeios, porque a maior parte das partilhas de Reiki por esse mundo fora é reservada a quem já tem iniciação. A nossa não é.
Quem tem prática partilha entre si e com quem não tem nenhuma. É essa mistura que nos interessa - não faria sentido de outra maneira.
Se nunca fizeste nada disto, não precisas de preparação. Chegas, deitas-te, recebes. E se a certa altura te apetecer experimentar do outro lado, há sempre alguém com prática que te mostra onde pôr as mãos e como. Não há exame, não há forma errada de o fazer, e ninguém está a avaliar-te.
O que é o Reiki, em duas linhas
O Reiki nasceu no Japão no início do século XX, com Mikao Usui. Consiste em pousar as mãos sobre o corpo de alguém - ou ligeiramente acima - em posições sucessivas, alguns minutos de cada vez, em silêncio.
Quem pratica trabalha dentro de um enquadramento em que existe uma energia vital que pode ser canalizada. É essa a tradição, e é assim que a maioria dos praticantes descreve o que faz.
Na prática, do lado de quem recebe, o que acontece é isto: estás deitado, quieto, em silêncio, com alguém a dedicar-te atenção sem pressa nenhuma. É uma coisa rara. E as pessoas costumam sair visivelmente diferentes de como entraram.
Como decorre
Chega-se, tiram-se os sapatos, e há sempre uns minutos de conversa antes de começar. Não é formalidade - é o que faz o grupo assentar.
Depois formam-se pares ou pequenos grupos. Uma pessoa deita-se, as outras pousam as mãos. Passado algum tempo, troca-se. É provável que ao longo do encontro recebas de mais do que uma pessoa, e que - se te apetecer - dês a mais do que uma.
A sala fica em silêncio, ou quase. Às vezes há música baixa. Não há guião nem sequência obrigatória, e não há nada a cumprir.
No fim, senta-se em círculo e quem quiser conta o que sentiu. Quem não quiser, não conta, e ninguém insiste.
Dar é tão interessante como receber
Muita gente chega a pensar que vem receber, e sai a falar sobretudo da parte em que deu.
Dar Reiki exige uma atenção sustentada e sem objetivo. Mãos pousadas, sem pressa, sem tentar resolver nada. É, na prática, um exercício de presença - e é dos poucos contextos em que se pede a alguém que esteja quieto a prestar atenção a outra pessoa sem estar a pensar no que vai dizer a seguir.
Há quem descubra que sai mais descansado das vezes em que deu do que das vezes em que recebeu. Não é raro.
Alguns avisos práticos
Diz-nos se preferires que não te toquem. O Reiki pode ser feito com as mãos afastadas do corpo, sem contacto nenhum, e isso não muda nada para quem está a dar. Basta dizeres.
Se estiveres grávida, ou se te for difícil estar deitada muito tempo, avisa - arranja-se outra posição.
Traz roupa confortável e quente, e meias. O corpo arrefece depressa quando fica parado, sobretudo a receber.
Traz uma manta se tiveres uma de que gostes. Nós temos, mas não é a mesma coisa.
Come alguma coisa leve antes. Nem em jejum nem depois de um almoço pesado - dá quase sempre no mesmo.
Último sábado de cada mês
O horário de cada edição é anunciado com antecedência!
Fica atento à secção de Destaques na página inicial e à nossa agenda - é aí que aparecem primeiro as datas e as horas de cada partilha, com toda a informação prática de cada encontro. Vale mesmo a pena passar por lá de vez em quando: há sempre coisas novas a abrir.
E se quiseres continuar
Uma partilha é uma porta de entrada. Muita gente chega por curiosidade e sai a querer perceber melhor o que se passou ali.
Se for esse o teu caso, há caminhos.
Uma sessão individual de Reiki. Numa partilha divides o tempo com o grupo. Numa sessão só tua, tens o espaço todo e podes trabalhar com mais continuidade aquilo que estás a atravessar.
As outras terapias que fazemos aqui. O Reiki é uma entre várias práticas que reunimos nas nossas terapias energéticas e holísticas. São abordagens diferentes, com origens diferentes, mas com um ponto em comum: nenhuma te pede esforço, e todas partem de te dar tempo e atenção. Se gostaste de estar deitado numa sala em silêncio a receber, é provável que gostes de mais alguma.
O corpo, se quiseres ir por aí. Nem tudo começa pelas mãos. Há quem chegue ao Reiki e acabe no yoga ou no pilates, e há quem faça o percurso ao contrário. Uma massagem terapêutica responde a muitas das mesmas coisas por uma via completamente diferente.
Não é preciso decidir nada. Vem à partilha, vê como te sentes, e depois logo se vê. Se tiveres dúvidas sobre por onde começar, escreve-nos - respondemos a sério, e dizemos-te honestamente se acharmos que uma prática não é para ti.